loading Aguarde...

Como Funciona

Procedimento de implementação

A energia solar funciona da seguinte forma: Quando a radiação solar entra em contato com as células fotovoltaicas, localizadas nos módulos, desperta partículas que geram eletricidade. Essa eletricidade é “transportada” até o inversor solar, equipamento responsável por converter a energia elétrica gerada para as características da nossa rede elétrica. Durante o dia, os painéis solares (chamados de módulos fotovoltaicos) captam a luz do sol e geram energia.


Etapa 1

Irradiação Solar

A incidência direta da radiação solar é muito importante para que as células fotovoltaicas apresentem a melhor eficiência na conversão da radiação solar em energia elétrica, pois, quanto mais luz direta o painel solar recebe, mais energia elétrica será gerada. Isto porque, o funcionamento das células fotovoltaicas que compõem os módulos é extremamente dependente da entrada das partículas de luz (os fótons) em seu interior. O grande segredo é o posicionamento das placas solares de modo que recebam uma maior radiação solar direta, sem a interferência de sombras.

Etapa 2

Captação de Irradiação

O resultado da primeira etapa (Irradiação), é a liberação de corrente elétrica contínua, captada pelos filamentos condutores do módulo fotovoltaico. Essa corrente é então enviada para o inversor interativo, aparelho que transforma essa energia de corrente contínua para corrente alternada, que é o tipo utilizado em nossas residências ou empresas. Em outras palavras, a energia gerada pelo painel solar está em corrente contínua, abreviada pela sigla “CC” ou do termo em inglês Direct Current (DC), que é todo tipo de corrente que, quando percorrida em um circuito, não altera seu sentido de circulação.

Etapa 3

Conversão de energia

Após o processo de conversão, o inversor entrega para consumo, energia elétrica em corrente alternada (CA), que possui essa nomenclatura, pois como o próprio nome já diz, porque altera o seu sentido de circulação dentro do circuito, periodicamente. O tipo mais comum de corrente alternada é a onda senoidal. Dessa forma, uma das variáveis mais importantes que caracterizam uma onda senoidal é a frequência. No Brasil, a frequência adotada para os circuitos de corrente alternada é 60 Hz. Ou seja, em 1 segundo a onda completa 60 ciclos, com período de 16,67 milissegundos, cada.

Etapa 4

Utilização

Depois de passar pelo inversor, a energia solar pode ser usada para alimentar qualquer aparelho da casa, como geladeiras, lâmpadas e aparelhos de ar condicionado, por exemplo, gerando economia na conta de luz. Se nem toda energia for consumida, o excedente é lançado na rede elétrica, fazendo com que você ganhe créditos energéticos. Os inversores também são responsáveis por garantir a segurança do sistema fotovoltaico e gerar dados da geração de energia para o monitoramento do desempenho do sistema.

Etapa 5

Geração durante o dia

Ao amanhecer, a geração de energia solar se inicia. Nesse período há menos irradiação do sol, ou seja, seu consumo de energia vem (na maior parte) da energia proveniente da rede elétrica da concessionária. Por volta do meio dia, quando o sol está extremamente forte, o sistema solar fotovoltaico produz muita energia, o suficiente para abastecer toda a casa nesse período, e gerar energia excedente. Sendo assim, o excedente de energia elétrica é injetado na rede da concessionária, gerando assim créditos energéticos, que podem ser utilizados em momentos onde o sistema gera menos ou nenhuma energia.

Etapa 6

Geração em dias nublados, chuvosos e à noite

O sistema solar fotovoltaico não precisa de um dia de céu limpo, com muito sol, para operar e gerar energia solar. Em dias nublados as placas solares (módulos fotovoltaicos) também produzem energia, porém em uma intensidade menor. No período noturno não há geração de energia fotovoltaica. Entretanto, utilizando um sistema solar fotovoltaico conectado à rede de energia elétrica (também chamado de On-Grid), além de não precisar fazer um investimento altíssimo na compra de baterias que armazenam essa energia, você consegue consumir energia da rede elétrica de maneira normal durante o período noturno. Ou seja, os sistemas são dimensionados com uma média anual de consumo, e considerando os picos de geração de energia, fazendo com que os créditos gerados supram o consumo em momentos onde o sistema gera menos ou nenhuma energia como na estação de inverno e a noite.

Etapa 7

Créditos energéticos: Como utilizar?

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) foi o órgão que estabeleceu as condições gerais para o acesso de micro e mini geradores de energia elétrica de forma distribuída. Isso se fez através de sua resolução normativa Nº 482, de novembro de 2012, a qual criou o sistema de compensação de energia elétrica e os créditos energéticos, principal atrativo para os projetos de energia solar residencial. Nesse sistema, a energia ativa, em Watts, injetada na rede por uma unidade consumidora (qualquer estabelecimento conectado à rede e que consome energia elétrica) com geração distribuída própria, é emprestada gratuitamente à distribuidora local e posteriormente compensada sobre o consumo de energia elétrica ativa, em Watts, dessa mesma unidade consumidora geradora ou de outra unidade consumidora vinculada à geração, nas seguintes modalidades: – Empreendimento com múltiplas unidades consumidoras – Geração compartilhada – Autoconsumo remoto

Etapa 8

Créditos energéticos: Posso compartilhar?

A Geração Compartilhada é uma modalidade da geração distribuída criada pela ANEEL em 2015 que possibilita a união de dois ou mais consumidores (CPF ou CNPJ) para o compartilhamento da energia gerada por um sistema, desde que este e todos os participantes estejam dentro da mesma área de concessão da distribuidora. Desde que foi criada, no final de 2015, a modalidade de geração compartilhada tem possibilitado que mais consumidores economizem em sua conta de energia, uma vez que, antes, estes consumidores não tinham condições pelas modalidades de geração distribuída existentes inicialmente. Isso ocorreu, mais precisamente, em 24 de novembro de 2015, quando a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) publicou a sua Resolução Normativa Nº 687, a qual alterava alguns artigos da sua primeira Resolução Normativa, Nº482, publicada em abril de 2012, a qual criou as regras do segmento de geração distribuída no Brasil. Essa resolução de 2015 incluiu três novas modalidades para a geração distribuída, as quais impulsionaram o mercado, pois criaram novos nichos de consumidores e possibilidades de negócios. Assim, mais consumidores puderam passar a produzir a própria energia elétrica através de uma central geradora movida por fontes renováveis, como a solar fotovoltaica. Isso porque essas modalidades permitiram, entre outras coisas, que aqueles consumidores sem espaço para a instalação de um micro ou minigerador em seu local (como moradores de apartamentos) pudessem instalar estes em outro local e fazer uso dos créditos de energia.

Etapa 8

Múltiplas Unidades Consumidoras

Essa modalidade é caracterizada pela utilização da energia elétrica de forma independente, na qual cada fração com uso individualizado é constituída por uma unidade consumidora e as instalações para atendimento das áreas de uso comum constituem uma unidade consumidora distinta – de responsabilidade do condomínio, da administração ou do proprietário do empreendimento com microgeração ou minigeração distribuída. Também é necessário que cada unidade consumidora esteja localizada em uma mesma propriedade ou em propriedades contíguas, sendo vedada a utilização de vias públicas, de passagem aérea ou subterrânea e de propriedades de terceiros não integrantes do empreendimento. Exemplo: Moradores de prédios residenciais ou comerciais (empreendimentos verticais com múltiplas unidades consumidoras) instalam um sistema gerador no telhado da cobertura e possuem o estacionamento gerando energia para os apartamentos ou salas comerciais e área comum).

Etapa 8

Autoconsumo Remoto

Essa modalidade de geração de energia é caracterizada por unidades consumidoras de titularidade de uma mesma Pessoa Jurídica, incluídas matriz e filial; ou Pessoa Física, que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras, dentro da mesma área de concessão ou permissão, nas quais a energia excedente será compensada. Exemplo: Você, pessoa física que não possui local para instalar uma micro ou minigeradora em seu local, mas possui um terreno ou outra propriedade de mesma titularidade dentro da área de concessão da distribuidora, pode instalar o sistema neste local e o crédito gerado poderá ser utilizado para abater do consumo na propriedade em que reside. Ou, ainda, você instala um sistema fotovoltaico em sua residência com capacidade de gerar excedente – que irá compensar em outro imóvel no seu nome, como um sítio ou casa na praia.

Etapa 8

Geração compartilhada

Por fim, esta modalidade é caracterizada pela união de consumidores dentro da mesma área de concessão ou permissão da distribuidora, por meio de consórcio ou cooperativa, composta por pessoa física ou jurídica, que possua unidade consumidora com microgeração ou minigeração distribuída em local diferente das unidades consumidoras nas quais a energia excedente será compensada. Exemplo: Moradores de um prédio residencial, comercial ou grupo de lojistas, ou você e seus amigos, os quais não tem área disponível no local de consumo para instalar um sistema fotovoltaico, se unem para instalá-lo em um terreno em local distinto (como um sítio na zona rural, por exemplo) e a energia gerada será compensada nas devidas unidades consumidoras dos participantes.